quinta-feira, dezembro 31, 2020

No pulsar de um relógio ao mesmo tempo visceral e universal,
sentimos a sede pelo que chega.

Cansados de nossa própria carcaça,
juntamos força para digerirmos a nós mesmos antes da meia-noite.

O líquido para ajudar a descer e nada sobrar.
Que fique apenas o que precisamos nos tornar.


Anna Lucena

Nenhum comentário: