Bem, hoje eu não postarei uma poesia. Minha mente está numa bagunça enorme, ou uma bagunça enorme está na minha mente. Não sei! Quero contar uma experiência.
Eu saí de uma prova do colégio de tarde, sabendo que ia cair um pé d'água, mas tentei fugir da chuva indo bem rápido, não adiantou absolutamente nada. Uns trinta metros depois que eu saí a chuva começou a cair, e eu juro, foi muito rápido o período entre o chuvisquinho e queda do céu. Então, eu senti aquelas primeiras gotas de chuva fria batendo no meu rosto e o óculos ficando embaçado. Em poucos minutos eu estava ensopada, cega e vulnérável a um atropelamento, mas eu pensei "adoro chuva, só se vive uma vez, não vai doer." e eu estava certa! Não sei explicar a tara do ser humano pela mistura de sensações boas mais sensações terríveis mais adrenalina. Só sei que lá estava eu cega, abrindo os olhos só pra enxergar as luzes dos faróis, o All Star transbordando, mas aquele sabor frio da chuva me empurrava e só me dava mais vontade de correr. As pessoas me olhavam de dentro dos carros, de dentro dos apartamentos e minha vida nunca foi tão boa como naquele momento. Não, não é o primeiro banho de chuva que eu tomo de bicicleta, mas esse foi especial. Foi um dia especial, aliás um dia especial depois de um dia especial. O que é muito raro! Pelo menos pra mim, quando vem um dia muito feliz, normalmente, o dia seguinte é sem graça. Enfim, foi a mistura de sensações boas e ruins mais gostosa e embriagante. Tá, não resolveu meus dilemas- e acreditem, são muitos- mas são esses momentos que definem o que é viver intensamente. Parece que o mundo pára de funcionar e você pode olhar pra dentro de si, pra nenhum outro lugar, não há preocupação.
Empolguei. Muito. E adoro ponto final também!
P.S.: Oi, Ivan! Eu sei que você é o único a ler isso! hahah