sábado, agosto 19, 2006

A carta na mochila


Eu sei que hoje você nem olhou pra mim e nem falou comigo na hora do almoço, mas agora eu sinto o quanto você me faz falta e chega a doer quando eu lembro de tudo. Ninguém me disse que o sol pararia de nascer para mim, e eu nunca escutaria. Todo o meu corpo estava voltado para você, como numa oração mulçumana. Eu só pude descobrir quando o sol estava morrendo e as lágrimas me cegando e a lua chegando. Mas eu já não podia ver a lua, ela deve ser contemplada por quem ainda tem alma.
“Quando nós nos casarmos” você disse e eu acreditei. É falando do passado que encontro sua sensibilidade, quem dera achasse também seu amor e todos os dias que vivemos gravados numa fita e assistidos novamente no vídeo cassete de casa. Um sofá de dois lugares e as persianas fechadas para a luz não fazer reflexo na televisão eram tudo o que nós precisávamos naquele tempo.
Eu sei também que esse sentimento oculto não consegue mais fingir que não existe, ele só quer ter o que tinha embaixo da árvore do estacionamento da escola. Aquele colóquio bobo se escondendo do sol que agora se esconde de mim, devia ter aproveitado enquanto podia, mas pulei a parte de não precisar de você, mesmo te amando. Regra estranha essa do amor, me furtar o direito de ser sincero.
Agora, eu peço humildemente, que me entenda. Largue sobre a cama, as palavras de amor que você ainda carrega, leia todas e marque as mais importantes, o resto você pode vender, ou doar a instituições de caridade. As que você marcou, leia novamente e outra vez, nunca pare de lê-las, talvez assim, dê certo para nós dois.

Autora: Anna Lucena Bezerra

4 comentários:

Anônimo disse...

phoda.
*baba*


anninha, meu bem, vc escreve muito bem.
O.O""


uma carta e tanto.
;]


*:

Anônimo disse...

oiii

uma carta chocante em anna??

como a clarissa disse, você escreve muito bem!!

parabens!!


bejos

Anônimo disse...

O Bruno é o mais tosco...
hieuheuihiehuiehuiehuiehiehuieh

Anônimo disse...

Que horror!

Coitado...

Kkkkkkk